Até certo ponto, elas são importantes. Afinal, se não esperássemos nada ou ansiássemos por nada, não teríamos motivo para sair da cama a cada manhã. Mesmo quando só o fazemos por obrigação, é porque há algo maior nos movendo. Trabalhamos na expectativa de receber o salário e poder desfrutar algum conforto. Viajamos na expectativa de descansar ou conhecer lugares novos. Nos expressamos na expectativa de sermos compreendidos.
Até aí, tudo bem. O problema começa quando as expectativas passam a ser maiores do que os resultados. Temos que aprender a lidar com decepções, frustrações e limitações.
A linha que separa o lado positivo do negativo é bem tênue. É preciso ter cuidado para não cair numa armadilha preparada por nós mesmos.
Mas esse ainda não é o ápice do problema, já que por sermos os geradores desse, vamos chamar de desconforto, podemos também evitá-lo.
A pior das situações acontece quando as expectativas de mais de uma pessoa entram em jogo. Muito mais do que imaginamos e percebemos, deixamos nossas esperanças na responsabilidade de outra pessoa, exigindo que ela corresponda exatamente da maneira que planejamos. E, é claro que, na mesma proporção, isso não acontece.
O peso da expectativa alheia é muito grande e ninguém merece carregá-lo. Além de ser uma das principais (isso se não for a principal) dificuldades da convivência.
Quem consegue sobreviver à soma de expectativas de pais, parentes, amigos, inimigos, chefes, clientes, cachorro, papagaio... entre outras tantas? É impossível não sucumbir. E levar consigo suas próprias convicções, desejos, esperanças e até temores.
Ao se reconhecer num caso assim, é bom parar, repensar e mudar de atitude. Afinal, não é bom para ninguém.
Por isso, que tal fecharmos um acordo aqui e agora? Não jogue suas expectativas em cima de mim, nem de nenhuma outra pessoa. Eu farei o mesmo.
Para o bem de todos, vale a pena, ao menos, tentar.
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