segunda-feira, 14 de junho de 2010

Traiçoeiras essas tais de expectativas...

Até certo ponto, elas são importantes. Afinal, se não esperássemos nada ou ansiássemos por nada, não teríamos motivo para sair da cama a cada manhã. Mesmo quando só o fazemos por obrigação, é porque há algo maior nos movendo. Trabalhamos na expectativa de receber o salário e poder desfrutar algum conforto. Viajamos na expectativa de descansar ou conhecer lugares novos. Nos expressamos na expectativa de sermos compreendidos.

Até aí, tudo bem. O problema começa quando as expectativas passam a ser maiores do que os resultados. Temos que aprender a lidar com decepções, frustrações e limitações.
A linha que separa o lado positivo do negativo é bem tênue. É preciso ter cuidado para não cair numa armadilha preparada por nós mesmos.

Mas esse ainda não é o ápice do problema, já que por sermos os geradores desse, vamos chamar de desconforto, podemos também evitá-lo.

A pior das situações acontece quando as expectativas de mais de uma pessoa entram em jogo. Muito mais do que imaginamos e percebemos, deixamos nossas esperanças na responsabilidade de outra pessoa, exigindo que ela corresponda exatamente da maneira que planejamos. E, é claro que, na mesma proporção, isso não acontece.

O peso da expectativa alheia é muito grande e ninguém merece carregá-lo. Além de ser uma das principais (isso se não for a principal) dificuldades da convivência.
Quem consegue sobreviver à soma de expectativas de pais, parentes, amigos, inimigos, chefes, clientes, cachorro, papagaio... entre outras tantas? É impossível não sucumbir. E levar consigo suas próprias convicções, desejos, esperanças e até temores.

Ao se reconhecer num caso assim, é bom parar, repensar e mudar de atitude. Afinal, não é bom para ninguém.

Por isso, que tal fecharmos um acordo aqui e agora? Não jogue suas expectativas em cima de mim, nem de nenhuma outra pessoa. Eu farei o mesmo.
Para o bem de todos, vale a pena, ao menos, tentar.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Desenferrujando

O título já diz tudo.


Além do óbvio

A um passo do vazio, não consigo abrir mão
Me afasto do não e pago pra ver
Só o que é certo é a incerteza do querer

Um mundo de possibilidade
Tentativas beirando a insanidade

Vai além de viver
O que faz girar, o que tira o ar
O que completa o ser

Aposto no erro, ensaio um acerto
O óbvio eu dispenso e corro contra o vento

Me jogo no escuro de braços abertos
Na busca de um ponto, um encontro
O frio é certo

A dúvida presente no sim
É apenas o começo do fim

E o vento soprou...

Soprou forte. Levou para longe o tempo, as ideias, a vontade e tudo mais.
Um ano e meio se passou, muito mais rápido do que pude perceber. Mas, ao mesmo tempo, parece que foram apenas poucos dias desde o último texto postado aqui.
Isso não significa que esse período tenha sido desinteressante, muito menos que tenha sido tão corrido a ponto de não sobrar algumas horas para concretizar pensamentos, planos e palavras.
Muita coisa mudou, se transformou, amadureceu.
Outras tantas ficaram engavetadas e nem eu sei o porquê.
Fases.
Mas, da mesma maneira que o vento vai, ele volta. E surge o desejo de recomeçar.
Até quando? Não está nas minhas mãos decidir.
Enquanto o vento não soprar (novamente), estarei por aqui.