Alguns anos atrás, esta época seria de grande expectativa para mim. Época de enviar e receber cartões de Natal.
Sim, cartões de Natal! Aqueles em papel, com capas decorativas, mensagens no interior e que chegavam, pelo correio, em envelopes escritos à mão. (Alguém ainda lembra o que é isso? rs)
Eu adorava! Fazia uma lista das pessoas que receberiam o cartão, ia à loja e escolhia a ilustração ou a mensagem certa para cada um. Depois, passava horas escrevendo os cartões. Cada um recebia um texto especial, dedicado exclusivamente para cada amigo ou parente. Caprichava na letra, usava canetas coloridas. Às vezes, enfeitava com adesivos ou desenhos. O principal era colocar muito carinho.
Nos dias que antecediam o Natal, consultava, ansiosa, a caixa de correio no aguardo de uma lembrança inesperada ou uma resposta aos meus votos. Era uma delícia!
Até hoje tenho guardado, em uma caixa, todos os cartões de Natal que recebi. Lê-los é uma viagem incrível ao passado. Lembranças boas de pessoas que, em algum momento, fizeram parte da minha vida.
Pena que esse hábito se perdeu em meio à modernidade e à famosa “correria” do dia-a-dia.
Atualmente, não sabemos nem o nome completo dos nossos amigos, quanto mais o endereço, o CEP, os gostos, a mensagem que lhes deixaria feliz num final de ano. Um endereço de e-mail, um perfil no orkut ou um contato no msn é tudo o que temos e, pelo qual, desejamos Boas Festas. Não que esses meios não possam carregar o mesmo carinho e a mesma sinceridade de uma carta. Mas, convenhamos, não é a mesma coisa. Sem contar que guardar um e-mail para lê-lo anos depois é muito mais difícil.
Infelizmente, eu mesma, a defensora dos tradicionais cartões de Natal, aderi a essa nova realidade. Fui diminuindo os nomes da lista de cartões, ano após ano, até, tristemente, extinguí-la.
O máximo que faço é escrever um e-mail ou um recado para algumas pessoas, ao invés dos impessoais votos, disparados a todos, ao mesmo tempo. O que também não justifica a troca. E não me diga que isso é uma evolução natural, pois não acredito.
Por que abandonei o encantador “ritual” dos cartões de Natal? Não sei!
Talvez essa maravilhosa facilidade de comunicação, que nos deixa conectados a qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, esteja, na verdade, nos distanciando de quem gostamos.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
2 comentários:
nunca tive o costume de ficar mandando cartões e etc... mas concordo contigo que essa coisa de tecnologia está acabando com a magia de muita coisa!!!
bjo!
Camissss...
Que texto bacana... parabéns, lindinha...
Você realmente é uma estrelinha...bjs
Teca
Postar um comentário