quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O fator surpresa

Você está na sua, sossegado. Sem muitas novidades, mesma rotina de sempre, entretido nas atividades diárias, numa espécie de dégradé de cinza. Até que... pans! Surpresa!
Algo bom acontece. E traz uma energia fantástica, uma alegria que te arrebata e colore tudo.
Sensação muito boa, não é?
Mais do que o quesito “legal” do próprio acontecimento, o que conquista é o fator surpresa. O fato de não estar esperando por aquilo, o sentimento de ser verdadeiramente surpreendido.
Pode ser um recado no orkut de quem você não tinha notícias há um bom tempo, uma mensagem no celular, um elogio, um presente (que não veio porque é seu aniversário ou por ser qualquer outra data comemorativa, mas porque alguém lembrou de você e achou que aquilo tinha a sua cara), um encontro casual na rua, um abraço apertado. Pode até mesmo ser um prêmio de uma promoção qualquer ou ver sua sobremesa preferida ser servida depois do jantar. O que importa é que venha de forma inesperada.
Eu adoro!
Mas gestos simples, cativantes. Nada daqueles carrinhos de homenagens que soltam fogos de artifícios e te fazem pagar o maior mico na frente de todo mundo, ações no melhor estilo dos programas “em nome do amor” ou festas surpresas mal organizadas. Peloamor!
Hoje eu recebi uma notícia desse tipo.Algo que eu não esperava. Um reconhecimento. Uma boa surpresa! Estou feliz!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O fim está próximo

Estava a caminho do trabalho hoje pela manhã quando passei em frente à vitrine de uma loja e... medo! Deparei-me com alguns modelos de árvores de Natal artificiais expostos. O primeiro pensamento foi: mas já? Passado o susto inicial, me dei conta de que estamos a poucos dias de novembro e a dois meses do Natal. Constatação que me deixou ainda mais aflita. Estamos, realmente, próximos do final de mais um ano. Como assim? Sou só eu que tenho a impressão de que os dias estão passando cada vez mais rápidos? Parece que foi ontem mesmo que eu estava cantando jingle bells e gastando oito horas das minhas mínimas férias presa em um congestionamento para subir a serra.
Eu tinha tantos planos para esse ano... Muitos, pelo visto, ficarão para o próximo.
Isso me assusta de verdade. Os anos se vão, a data de nascimento vai ficando cada vez mais distante e... Será que estou aproveitando meus dias como deveria?
Às vezes acho que sim, em outras fico em dúvida.
Nos tempos de criança, eu e meus primos ficávamos imaginando como estaríamos no ano 2000. Eu teria 16 anos... Nooooossa, estaria muito velha!
Hoje, quase dez anos depois do bug do milênio ter sido desmistificado e próximo de completar meu primeiro quarto de século de vida, ainda me sinto tão nova, precisando aprender tanta coisa, com a sensação de que esse tempo todo praticamente não passou.
Mas passou... E rápido demais!
Mesmo sob meu protesto e indiferente à minha preocupação, a contagem regressiva continua.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tirando o pó

Estou passando por uma espécie de entressafra criativa.
O trabalho me exigiu um período Casas Bahia, ou seja, de dedicação total. Foram muitos dias, incluindo finais de semana, focados na elaboração de um único trabalho.
Minha responsabilidade excessiva e meu perfeccionismo irritante acabaram contribuindo para o desgaste.
Isso fez com que, mesmo querendo e me esforçando, eu não conseguisse criar mais nada.
Assim, posso dizer que a obrigação de escrever acabou sufocando a vontade de escrever.
Tudo que é imposto, por mais interessante e envolvente que seja, acaba se tornando uma tarefa árdua e sem graça. Para mim, a palavra obrigação já carrega um grande peso e um fator repelente. Por isso, procuro realizar minhas atividades de forma leve e descontraída, mesmo que isso possa parecer completamente incoerente com as características que descrevi acima. Faço o que posso, mas nem sempre consigo.
Meio louco isso...
Ainda estou sob o efeito da pressão e do fato de ter que direcionar os pensamentos para um só assunto, um só trabalho.
Esse texto que escrevo agora está funcionando mais como um desabafo. Algo sem muita preocupação, sem muita expectativa, no melhor estilo “o que sair, saiu”.
É uma forma de ir regando as idéias para ver se a inspiração volta a brotar e a vontade de escrever se fortalece.
Vamos esperar para ver o que acontece.

sábado, 4 de outubro de 2008

Para Sempre

Dias corridos, muito a fazer...
Então, aqui vai uma adaptação de um trabalho que fiz um tempinho atrás. Um texto emocional com o tema Para Sempre.

Ao ouvir essas duas palavras, o que passa pela sua cabeça?
A família? Pais, filhos, marido, esposa, avós...
Uma amizade verdadeira?
O primeiro amor? O primeiro beijo?
O seu fiel escudeiro, que nunca se recusa a dar uma lambida toda babada?
Assistir ao pôr do sol com os amigos e permanecer juntos até o sol raiar?
Passar no vestibular e ver que todas as noites passadas em claro, estudando, valeram a pena?
O time do coração? As vezes que você chorou ao vê-lo perder ou vibrou com um golaço marcado no final do jogo, contra o maior rival?
O primeiro carro, que você comprou com tanto esforço e que te proporcionou a tão sonhada liberdade?
Uma música? Duas músicas? Uma porção delas?
Aquele abraço num momento difícil e que veio de quem você menos imaginava?
Uma viagem? Uma viagem não, a viagem! Que foi sonhada e planejada por tanto tempo?
Ou mesmo aquele final de ano num lugar próximo, mas que foi a viagem mais divertida que você fez?
Um ataque de riso daqueles de tirar o fôlego?
A sorveteria que ficava na pracinha perto da sua casa?
Ouvir o seu filho dizer mamãe pela primeira vez?
Vê-lo se formar, se casar e se tornar pai também?
Tudo isso é para sempre!
E é para sempre porque preencheu o seu coração.
São coisas, momentos, emoções que, por mais simples e mais comuns que sejam, foram únicas.
E é essa a energia que move a vida.
O que acontecerá amanhã?
O que acontecerá semana que vem, no próximo ano, daqui a dez anos?
Não há respostas...
Só nos resta viver. Viver e tornar cada momento especial.
Para lembrar amanhã, semana que vem, no próximo ano, daqui a dez anos, para sempre.