segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Brincando de rimar

Sentimento
Vento sopra, um momento
Alimentando o sentimento
Roda feito cata-vento
Meu mundo confuso e lento

Vento sopra, sopra leve
Feito chuva que cai breve
Meu silêncio é mais que prece
Atordoado, assim padece

Vento sopra seu mistério
Antes doce, agora sério
Um sinal, ainda espero
Entender, eu não mais quero

Vento sopra, sopra forte
Leste, oeste, sul e norte
Transforma em vida o que é morte
Traz de volta a minha sorte

Vento sopra, ventania
Ainda um fio de alegria
Algo vem e desatina
Quem se acostumou com a calmaria

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sem entender...

Todo mundo, na escola ou na faculdade, já passou pela terrível situação de ter que fazer uma prova cujo conteúdo não faz a mínima idéia de qual seja. Quer dizer, o nome da matéria ou as páginas do livro onde ela está, você até sabe, mas decifrá-la é o problema. Nenhuma palavra dita pelo professor faz sentido, a matéria parece um conjunto de hieróglifos de milênios atrás, nada nem ninguém é capaz de clarear seu raciocínio. (Não vamos considerar aqui aquelas provas em que o resultado desastroso se deve ao fato da conversa com os amigos ser mais interessante do que a aula e de qualquer programa tosco de televisão ou site da Internet ser mais cativante, preenchendo as horas que deveriam ser destinadas ao estudo, ok? O caso é outro... rs). Diante disso e da prova em branco, você se desespera. As perguntas sem respostas parecem te olhar com sarcasmo, dizendo: “Se ferrou! Não tem como fugir! Vai ter que inventar respostas bem convincentes para fazer alguém acreditar que você sabe alguma coisa”. Terrível!
Eu achei que isso só acontecesse nos tempos de estudante. Mas não é que eu fui trombar com uma situação dessas no trabalho? Pois é... Não tive que fazer nenhuma prova, mas tive que escrever uns textos sobre mercado financeiro e alguns assuntos relacionados ao cotidiano de bancos. Algo totalmente obscuro para mim.
Escrever sobre um assunto que eu sequer entendo, com a missão de torná-lo interessante, é uma sensação totalmente desconfortável. Estranha ao extremo. É como se eu tivesse que convencer uma pessoa a acreditar que pizza de chuchu com espinafre (minha mãe me ensinou que não devemos fazer cara feia para comida, mas aqui cabe um “eca!”... rs) é uma delícia, mesmo sem nunca ter provado tal iguaria. Então, o que fazer? Sentar e chorar? Fugir? Não dá! O melhor é desencanar! Se livrar das preocupações e deixar a cabeça criar. “Viajar na maionese” mesmo (noooossa, usar essa gíria me fez perceber que estou ficando velha! rs). No meio de um monte de besteira (para não usar uma palavra mais mal cheirosa) pode sair algo que preste. Funcionou no trabalho e em algumas provas também. Em outras, recebi apenas um zero e até uma observação: “um show de como enrolar o professor!” Fazer o quê? Pelo menos eu tentei!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O que vale por um sorriso?

Este texto foi escrito com outra finalidade, mas não custa publicá-lo aqui...

O que vale por um sorriso?

Vale cantar, vale dançar.
Vale pular, gritar e aproveitar!
Parecer idiota, correndo na chuva ou virando cambalhota.
Vale soltar a imaginação.
Criar, mudar, inventar.
Dar asas para o coração.
Deixar ele mostrar que o mundo pode ter novas cores, novos sons e novos sabores.
Vale vestir uma camiseta.
Andar pela rua fazendo careta.
Vale dizer, sem medo, eu te espero.
Dar um abraço apertado e sincero.
Arriscar uma coisa nova.
Desafiar a rotina, tirar a prova.
Vale ser você mesmo, nem que seja por um momento.
Se sentir livre de qualquer crítica ou julgamento.
Por um sorriso, vale tudo o que for preciso.
Já experimentou as maravilhas de uma boa crise de riso?