terça-feira, 26 de agosto de 2008

A sós com o meu mau-humor

Sabe aquele dia em que você já acorda socando o despertador?
O primeiro pensamento do dia é: “quem inventou essa merda?”
Seu maior desejo é não ter que sair da cama. Afinal, se trata de uma terça-feira chuvosa (por mais que seja domingo e o sol esteja de torrar).
É aquele dia em que você tem o dom de se irritar até consigo mesmo.
Dane-se tudo! Danem-se as pessoas! O mundo vai acabar? Melhor!
Pois é nesse dia, quando você não tem a mínima paciência (com nada, nem ninguém) que ela é testada.
As pessoas passam por você assobiando, seu chefe resolve te encher de trabalho (ainda mais do que o normal) ou pior, resolve bater papo com você, que só consegue abrir um sorriso forçado, balbuciar algumas palavras e dar um jeito de sair correndo antes que solte um bom palavrão. Seu amigo resolve fazer as brincadeirinhas mais idiotas do mundo. No e-mail só tem correntes e mensagens de bom dia. Blagh!
E ainda tem aquele cliente mala, que você é obrigado a paparicar e aquela pessoa no ônibus que senta ao seu lado e resolve contar a história da vizinha que pegou o marido com outra, do traste do genro que não consegue arrumar um emprego e mais um monte de blá blá blá. Por mais que você finja estar dormindo, deixando claro que não está prestando atenção em uma sílaba que sai daquela bendita (ou seria maldita?!) boca e nem pretende fazer isso, ela não pára.
Socoroooooo!!!
Será que isso acontece todos os dias, mas você não percebe?
Não! Com certeza, não!
É um complô para testar sua paciência.
Nesse momento, o melhor a fazer é chamar o mundo para uma conversa franca e direta: “Se o que você queria era me irritar, já conseguiu! Parabéns! Agora, será que eu posso ficar a sós com o meu mau-humor?”

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