Imagine a seguinte situação: paredão de uma pedreira com 108 metros de altura. Você, na beirada do precipício, de costas para o vazio, amarrado por uma corda e tendo como segurança apenas alguns equipamentos e a orientação dos instrutores.
Que atitude tomar? Desistir e se render à maravilhosa sensação de segurança ou respirar fundo e se arriscar numa experiência totalmente nova?
Poucos segundos para decidir!
Passei por essa situação no último domingo, quando decidi participar, pela primeira vez, de um rapel.
Não tenho medo de altura e curto esportes radicais. Gosto da adrenalina e daquele friozinho na barriga que acompanham esse tipo de atividade. E, normalmente, costumo encarar esse tipo de coisa sem pensar duas vezes. Mas confesso que, dessa vez, o medo bateu.
É claro que havia os equipamentos e outras pessoas garantindo que não teríamos nenhum tipo de problema. Só que a forma como aquela descida seria conduzida estava literalmente nas minhas mãos (e nas minhas pernas).
E se eu não agüentar? E se meu braço começar a doer? E se me der câimbra? E se bater o arrependimento no meio do caminho? E se... tanta coisa! Trocentos questionamentos passaram pela minha cabeça enquanto eu me preparava para a descida. Inseguranças que, aos poucos, foram sendo afastadas com algumas orientações. Mas, a hora em que eu me vi na beirada daquele paredão, tentando me equilibrar e segurar a corda que parecia cem vezes mais forte do que eu, pensei seriamente em desistir e acabar logo com aquela aflição.
Sorte que não o fiz! Porque foi uma das experiências mais aterrorizantes e, ao mesmo tempo, mais fascinantes pelas quais já passei. Uma sensação de conquista, de satisfação, de força, com um quê de ousadia e uma pitada de insanidade. Não sei definir muito bem como foi! Só sei que valeu (e muito) a pena!
Depois de colocar novamente os pés no chão e retomar a respiração (que estava suspensa desde o primeiro momento da descida), fiquei lembrando de tantas outras vezes em que, diante de um desafio (seja ele de que tipo for) eu arreguei! Como teria sido se eu tivesse juntado um pouquinho mais de coragem e arriscado? É difícil saber. Mas, como dizem, antes se arrepender por ter feito, do que se arrepender de não ter feito. Então, a partir de agora, quando bater o cagaço, vou lembrar daquele paredão, respirar fundo e ir em frente.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
O que fazer quando bate o cagaço?!
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Um comentário:
cagaço? eu tive só de olhar a foto, bem de longe hahahha.. imagino vc!!!
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