Minha mãe sempre cita esse ditado quando eu passo por uma daquelas famosas crises de ansiedade que antecedem um acontecimento muito esperado.
Dias... Semanas... Meses (tá bom! Meses pode ser exagero... rs) de expectativa e muitos neurônios gastos pensando em tudo o que pode acontecer (ou não acontecer!) e tudo que precisa ser planejado, comprado, preparado, arrumado e qualquer outro “ado” por aí.
Mentalmente, o acontecimento é vivido e revivido diversas vezes. Cada detalhe é repassado e, a cada vez, alguns graus são acrescentados no ansiômetro.
Os mais desencanados podem achar tudo isso um pouco de exagero, mas quem gosta de “curtir” os preparativos sabe do que eu estou falando.
Um bom exemplo é partida decisiva de futebol. Aquela tão aguardada partida à qual, finalmente, seu time do coração, depois de disputar tantas outras, conseguiu chegar. Ah, que felicidade! Quem não tem um time do coração pode imaginar uma final de Copa do Mundo com a participação brasileira. Quem não curte futebol pode imaginar uma decisão de qualquer outro esporte. Quem não curte esportes pode imaginar uma decisão de concurso de novas bandas, uma entrevista de emprego, uma viagem, um encontro romântico, o que for! Desde que mexa com o coração e a ansiedade.
Eu fico com o futebol e meu time do coração! Uma das poucas coisas que me faz beirar o fanatismo (Calma! Eu já superei a pior fase).
Durante a semana, é aquele negócio: cancelar qualquer compromisso que possa surgir para o horário do jogo, separar todos os amuletos e apetrechos que trazem sorte (toda ajuda é bem vinda!), apostar em bolões (já prevendo a goleada que o time vai enfiar no adversário... torcedor tem que ser otimista!), zoar os amigos torcedores de outros times (principalmente aqueles que ficaram fora da decisão), comprar o ingresso (eu ainda não tive a honra de acompanhar um jogo decisivo no estádio, mas eu posso imaginar a emoção) ou garantir que a televisão está com a manutenção em dia.
Chega o dia do jogo. Ansiômetro próximo ao topo. As horas parecem se arrastar. Bandeiras, faixas, cornetas já estão em mãos, a camisa (a que dá mais sorte, claro... torcedor tem dessas coisas) já está vestida, a comemoração já está ensaiada, o distintivo do clube já foi beijado e a oração feita. O tão aguardado momento chega e o juiz apita o início do jogo. Ansiômetro no nível máximo. Enfim os noventa minutos mais esperados dos últimos tempos. E eles passam mais rápido do que cambista fugindo da polícia. (Apesar de passarem voando, durante esses noventa minutos, mais o tempo do intervalo, muita coisa pode acontecer. Mas isso fica para um próximo post, senão eu não acabo isso hoje... rs). Toda aquela preparação, agitação e frio na barriga já não têm mais sentido. Podem ter se transformado em muita comemoração ou muita lamentação, mas chegaram ao fim. Se compararmos o tempo (e a dedicação) gasto com os preparativos e o acontecimento em si, o resultado é totalmente desproporcional.
E como tudo na vida tem 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado, o melhor da festa é, realmente, esperar por ela. Afinal, nesse período, ainda temos 100% de motivos para festejar!
sábado, 16 de agosto de 2008
O melhor da festa é esperar por ela
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