quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Saudade

Muitos poetas já tentaram entendê-la, traduzi-la e explicá-la (se é que isso é possível).
Eu gosto mesmo é de curti-la.
Vire e mexe, me bate uma saudade de alguém ou de alguma coisa.
Sou saudosista, sim! Não aquela que vive de lembrar o passado, até porque o que importa mesmo é o presente. Mas a que não se importa de perder alguns minutos revivendo mental e emocionalmente um momento marcante (tentei escrever bonito agora... hahaha).
Conversando com as minhas saudades é que eu consigo entender um pouco mais de mim e descobrir de um jeito mais fácil o que me marcou ou o que eu poderia ter feito de diferente.
Tem as saudades gostosas que me faz abrir um sorriso involuntário e que logo se transforma em uma gargalhada solitária.
Tem as saudades doídas, que vêm acompanhas da vontade de querer mudar o passado.
Tem as saudades de pessoas, que faz surgir um perfume, sentir um abraço ou ouvir um tom de voz específico.
Tem, ainda, as saudades de lugares, de músicas, de algumas épocas...
Hoje mesmo me deu uma saudade dos primeiros anos da faculdade, quando tudo era festa, as risadas eram muitas, assim como os planos e as expectativas. Fase boa! Ai, ai...
E você? Tem saudades do que?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

A sós com o meu mau-humor

Sabe aquele dia em que você já acorda socando o despertador?
O primeiro pensamento do dia é: “quem inventou essa merda?”
Seu maior desejo é não ter que sair da cama. Afinal, se trata de uma terça-feira chuvosa (por mais que seja domingo e o sol esteja de torrar).
É aquele dia em que você tem o dom de se irritar até consigo mesmo.
Dane-se tudo! Danem-se as pessoas! O mundo vai acabar? Melhor!
Pois é nesse dia, quando você não tem a mínima paciência (com nada, nem ninguém) que ela é testada.
As pessoas passam por você assobiando, seu chefe resolve te encher de trabalho (ainda mais do que o normal) ou pior, resolve bater papo com você, que só consegue abrir um sorriso forçado, balbuciar algumas palavras e dar um jeito de sair correndo antes que solte um bom palavrão. Seu amigo resolve fazer as brincadeirinhas mais idiotas do mundo. No e-mail só tem correntes e mensagens de bom dia. Blagh!
E ainda tem aquele cliente mala, que você é obrigado a paparicar e aquela pessoa no ônibus que senta ao seu lado e resolve contar a história da vizinha que pegou o marido com outra, do traste do genro que não consegue arrumar um emprego e mais um monte de blá blá blá. Por mais que você finja estar dormindo, deixando claro que não está prestando atenção em uma sílaba que sai daquela bendita (ou seria maldita?!) boca e nem pretende fazer isso, ela não pára.
Socoroooooo!!!
Será que isso acontece todos os dias, mas você não percebe?
Não! Com certeza, não!
É um complô para testar sua paciência.
Nesse momento, o melhor a fazer é chamar o mundo para uma conversa franca e direta: “Se o que você queria era me irritar, já conseguiu! Parabéns! Agora, será que eu posso ficar a sós com o meu mau-humor?”

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

O que fazer quando bate o cagaço?!

Imagine a seguinte situação: paredão de uma pedreira com 108 metros de altura. Você, na beirada do precipício, de costas para o vazio, amarrado por uma corda e tendo como segurança apenas alguns equipamentos e a orientação dos instrutores.
Que atitude tomar? Desistir e se render à maravilhosa sensação de segurança ou respirar fundo e se arriscar numa experiência totalmente nova?
Poucos segundos para decidir!
Passei por essa situação no último domingo, quando decidi participar, pela primeira vez, de um rapel.
Não tenho medo de altura e curto esportes radicais. Gosto da adrenalina e daquele friozinho na barriga que acompanham esse tipo de atividade. E, normalmente, costumo encarar esse tipo de coisa sem pensar duas vezes. Mas confesso que, dessa vez, o medo bateu.
É claro que havia os equipamentos e outras pessoas garantindo que não teríamos nenhum tipo de problema. Só que a forma como aquela descida seria conduzida estava literalmente nas minhas mãos (e nas minhas pernas).
E se eu não agüentar? E se meu braço começar a doer? E se me der câimbra? E se bater o arrependimento no meio do caminho? E se... tanta coisa! Trocentos questionamentos passaram pela minha cabeça enquanto eu me preparava para a descida. Inseguranças que, aos poucos, foram sendo afastadas com algumas orientações. Mas, a hora em que eu me vi na beirada daquele paredão, tentando me equilibrar e segurar a corda que parecia cem vezes mais forte do que eu, pensei seriamente em desistir e acabar logo com aquela aflição.
Sorte que não o fiz! Porque foi uma das experiências mais aterrorizantes e, ao mesmo tempo, mais fascinantes pelas quais já passei. Uma sensação de conquista, de satisfação, de força, com um quê de ousadia e uma pitada de insanidade. Não sei definir muito bem como foi! Só sei que valeu (e muito) a pena!
Depois de colocar novamente os pés no chão e retomar a respiração (que estava suspensa desde o primeiro momento da descida), fiquei lembrando de tantas outras vezes em que, diante de um desafio (seja ele de que tipo for) eu arreguei! Como teria sido se eu tivesse juntado um pouquinho mais de coragem e arriscado? É difícil saber. Mas, como dizem, antes se arrepender por ter feito, do que se arrepender de não ter feito. Então, a partir de agora, quando bater o cagaço, vou lembrar daquele paredão, respirar fundo e ir em frente.

sábado, 16 de agosto de 2008

O melhor da festa é esperar por ela

Minha mãe sempre cita esse ditado quando eu passo por uma daquelas famosas crises de ansiedade que antecedem um acontecimento muito esperado.
Dias... Semanas... Meses (tá bom! Meses pode ser exagero... rs) de expectativa e muitos neurônios gastos pensando em tudo o que pode acontecer (ou não acontecer!) e tudo que precisa ser planejado, comprado, preparado, arrumado e qualquer outro “ado” por aí.
Mentalmente, o acontecimento é vivido e revivido diversas vezes. Cada detalhe é repassado e, a cada vez, alguns graus são acrescentados no ansiômetro.
Os mais desencanados podem achar tudo isso um pouco de exagero, mas quem gosta de “curtir” os preparativos sabe do que eu estou falando.
Um bom exemplo é partida decisiva de futebol. Aquela tão aguardada partida à qual, finalmente, seu time do coração, depois de disputar tantas outras, conseguiu chegar. Ah, que felicidade! Quem não tem um time do coração pode imaginar uma final de Copa do Mundo com a participação brasileira. Quem não curte futebol pode imaginar uma decisão de qualquer outro esporte. Quem não curte esportes pode imaginar uma decisão de concurso de novas bandas, uma entrevista de emprego, uma viagem, um encontro romântico, o que for! Desde que mexa com o coração e a ansiedade.
Eu fico com o futebol e meu time do coração! Uma das poucas coisas que me faz beirar o fanatismo (Calma! Eu já superei a pior fase).
Durante a semana, é aquele negócio: cancelar qualquer compromisso que possa surgir para o horário do jogo, separar todos os amuletos e apetrechos que trazem sorte (toda ajuda é bem vinda!), apostar em bolões (já prevendo a goleada que o time vai enfiar no adversário... torcedor tem que ser otimista!), zoar os amigos torcedores de outros times (principalmente aqueles que ficaram fora da decisão), comprar o ingresso (eu ainda não tive a honra de acompanhar um jogo decisivo no estádio, mas eu posso imaginar a emoção) ou garantir que a televisão está com a manutenção em dia.
Chega o dia do jogo. Ansiômetro próximo ao topo. As horas parecem se arrastar. Bandeiras, faixas, cornetas já estão em mãos, a camisa (a que dá mais sorte, claro... torcedor tem dessas coisas) já está vestida, a comemoração já está ensaiada, o distintivo do clube já foi beijado e a oração feita. O tão aguardado momento chega e o juiz apita o início do jogo. Ansiômetro no nível máximo. Enfim os noventa minutos mais esperados dos últimos tempos. E eles passam mais rápido do que cambista fugindo da polícia. (Apesar de passarem voando, durante esses noventa minutos, mais o tempo do intervalo, muita coisa pode acontecer. Mas isso fica para um próximo post, senão eu não acabo isso hoje... rs). Toda aquela preparação, agitação e frio na barriga já não têm mais sentido. Podem ter se transformado em muita comemoração ou muita lamentação, mas chegaram ao fim. Se compararmos o tempo (e a dedicação) gasto com os preparativos e o acontecimento em si, o resultado é totalmente desproporcional.
E como tudo na vida tem 50% de chance de dar certo e 50% de dar errado, o melhor da festa é, realmente, esperar por ela. Afinal, nesse período, ainda temos 100% de motivos para festejar!

domingo, 10 de agosto de 2008

Feliz Dia dos Pais!

Uma homenagem aos pai, principalmente ao meu =D

Um dia...

Um dia, atravessarei a rua, mas não terei sua mão para segurar.
Darei uma volta completa na pracinha com a minha bicicleta, sem receber o seu aplauso.
Um dia, eu terei um ataque de riso, mas não será pelas suas piadas.
Assistirei aos jogos do nosso time do coração, mas não terei você para compartilhar o grito de gol.
Ao sair com meus amigos, não ouvirei você dizer “juízo, hein? E vê se não chega muito tarde”.
Algo irá me despertar pela manhã, mas não será mais a sua voz.
Não terei mais você, mesmo cansado e com sono, para ouvir como foi o meu dia e tantas outras histórias.
Um dia, eu precisarei de um conselho e... Onde estará você?
Olharei a fotografia antiga e sua ausência irá doer.
Irá doer tão forte que, no rosto, algumas lágrimas vão correr.
Mas não se preocupe! Eu não vou chorar! Vou respirar fundo e abrir um grande sorriso.
Afinal, tudo o que você mais queria era me ver feliz e nunca poupou esforços para isso.
Vou olhar para mim e ver que o que sou é parte de você. E ficarei extremamente orgulhosa por isso!
Mas, enquanto esse dia não chega, quero aproveitar cada abraço, cada puxão de orelha, cada brincadeira, cada “levanta preguiçosa! Você vai se atrasar!”, todo e qualquer momento ao seu lado.
Obrigado por fazer uma palavra significar tanto para mim!
Obrigado, PAI!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Quem sou eu para duvidar

Dizem que nada acontece por acaso. E eu acredito fortemente nisso.
Pode até ser teoria de conformista, como muitos acham. Para mim, é a pura verdade.
Talvez, no momento em que o acontecimento se dá, não entendemos a sua importância ou sua razão de ser. Mas, em algum momento, ela se revela. Se não totalmente, aos poucos, nos levando a compreender o porquê de tudo aquilo. Comigo, pelo menos, é sempre assim!
O que me levou a começar o post com toda essa filosofia, foi um encontro que tive esses dias com amigos muito queridos. Tão queridos, que são chamados de irmãos.
No início, essa expressão (irmão!) era um tanto casual e superficial. Hoje, posso dizer que é mais do que apropriada, dado o carinho que tenho por eles e que surgiu “por acaso”.
Para entender melhor, vou fazer um resumo de como os conheci:
Encontro de jovens. Um círculo formado por algumas pessoas. Pessoas que nunca tinham se visto antes, compartilhando um final de semana inteiro. Um pensamento: o que eu estou fazendo aqui?
Pois é, era só isso que eu pensava quando os vi pela primeira vez.
Porém, hora vai, hora vem, choro aqui, risadas ali e aqueles desconhecidos se transformaram em uma família. Pessoas que surgiram “do nada”, ocuparam um lugar tão especial na minha vida que se tornaram essenciais. Infelizmente, as ocupações e a correria da vida, muitas vezes, não permite que nos encontremos com a freqüência que gostaria. Mas, a cada reencontro, entendo perfeitamente o porquê da vida ter colocado aquele final de semana no meu caminho.
O “o que estou fazendo aqui?” se transformou em “ainda bem que eu fui!”
É... Vai duvidar das razões da vida...

domingo, 3 de agosto de 2008

Por que manter um blog?

Calma! Não tenho nada contra essa forma de expressão. Pelo contrário, adoro ler blogs e acompanhar pensamentos, opiniões e vivências de quem os escreve. Mas nunca pensei em ter um. Talvez por achar que não tenho muito o que escrever (e ainda não mudei de opinião!), talvez por pura preguiça de gastar meu tempo livre (já faço muito isso no meu tempo não-livre... rs) criando um texto.
Então, por que começar um agora? Sinceramente, não sei!
Foi um impulso! Estava lendo um, quando veio a vontade: quero escrever! E assim fiz.
Até quando isso vai durar? Eu sei lá...
Mas, enquanto o vento não soprar e mudar a direção das minhas vontades, estarei por aqui.