Final de dezembro de mais um ano.
Por mais clichê que seja, não tem como não chegar a essa época sem fazer uma reflexão e um balanço de como foi o ano que está acabando.
O resultado normalmente é o mesmo: momentos bons, momentos ruins, promessas de ano novo não cumpridas, a esperança de que o próximo será diferente etc.
Mesmo assim, é interessante parar para pensar. Então, aí vai um pouco do que foi este ano para mim.
Em 2010, eu...
Pensei em ir vender água de coco numa praia do nordeste.
Quis fugir, quis sumir, quis me esconder. E descobri que isso apenas adiaria o inevitável.
Entendi que toda mudança é importante. As inesperadas, para nos tirar da zona de conforto e nos fazer evoluir (mesmo que obrigado). As programadas, para comprovar que somos capazes de evoluir. Mas que nem sempre são as únicas mocinhas ou vilãs da história.
Viajei em pensamentos, sentimentos, ilusões.
Conheci lugares novos, reencontrei outros. E tive a certeza de que, entre encontros e desencontros, a natureza está sempre lá, linda, fascinante, mostrando que há um sentido maior para tudo.
Percebi que o medo existe... E que, ao invés de se entregar ou tentar ignorá-lo, é preciso encará-lo, deixando claro que somos maiores do que ele e assumindo de vez a direção da própria vida.
Diminuí a prática de exercícios físicos. Mas pratiquei muita paciência, muita persistência e muito pensamento positivo!
Aprendi que não dá para ter o controle de tudo. A vida tem seu ritmo, seu tempo, seus mistérios e desafios. E ser pego de surpresa pode ser mais interessante do que conhecer cada detalhe.
Vi que o que pensamos ter construído durante uma vida inteira pode desaparecer em segundos. Fortaleza que se entrega a brisas leves. Inconsciente. E nos joga verdades na cara.
Trabalhei. Trabalhei. E trabalhei. Para pagar as contas, para pagar os pecados e apagar o vazio.
Me dei conta de que ninguém merece mais minha atenção e meu cuidado do que eu mesma. Algo que pode parecer egoísta no início, mas que fortalece diante de decepções.
Comprovei que gestos simples e sinceros conquistam mais do que grandes declarações.
Mostrei para mim mesma que uma bela crise de choro é importante para lavar a alma, o coração e as ideias. Mas precisa ser rápida. Sorrir continua sendo o melhor remédio.
Assim, eu ri. Sorri. Voltei a rir. E muito! Entendi que “a felicidade só é real quando é compartilhada”, não pensei duas vezes para colocá-la em prática e agradeci cada oportunidade.
Foram tantas coisas simples e, ao mesmo tempo, muito complexas.
Assim como a própria vida, que pode ser tão leve, mas a gente faz questão de complicar.
Por isso, meu desejo para 2011 é: descomplicar!
Conseguir viver cada momento intensa e verdadeiramente.
Um Natal iluminado e um Ano Novo de grandes conquistas para todos!
=D