sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

De volta?!

Há tempos eu queria voltar a escrever aqui.
Por muitas vezes, pensei em assuntos. Senti bater a vontade de dividir pensamentos.
Iniciei textos mentalmente.
Mas, não passou disso.

Engraçado tomar a iniciativa justo hoje...
Um dia cinza, uma sexta-feira chuvosa. Fora e dentro.
Talvez seja um daqueles momentos em que não há ouvintes e conselheiros melhores do que o papel e a caneta (ou o notebook e o word).

Poder escrever sem obrigações, sem avaliações, sem críticas.
Sem a necessidade de usar tal expressão ou passar determinada ideia.

Livre!

Será essa a atitude que preciso trazer para a minha vida?

Me libertar dos medos... dos julgamentos... dos velhos conceitos...

Livre!

Deixar a mente fluir, imaginar, criar.
Deixar o corpo agir, reagir.

Livre!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vc vc vc vc vc vc...

O que me faz ficar desse jeito?
O que faz surgir a saudade no peito?

A calma, a paz, a segurança
A alegria boba de uma criança

O silêncio, a respiração
O bater forte do coração

Longe do frio, um arrepio
A vontade sem fim de ficar assim

Tudo isso cabe entre dois braços
Tudo isso eu sinto em teu abraço

terça-feira, 29 de março de 2011

Nesta longa estrada da vida...

Descomplicar.
Essa foi a principal meta que determinei para 2011.
E nessa palavra muita coisa está representada: quesitos pessoais, profissionais, sentimentais, familiares e alguns outros. Coisas, aparentemente, nada “fáceis”.
Então, vem a pergunta: para que mexer com quem está quieto?
Está quieto, mas não está satisfeito. A mudança já vem soprando há um bom tempo.
Mas o que acontece quando alguém tira uma lata da base de uma grande pilha?
Tudo vem abaixo. Desmorona. Se transforma numa confusão. E, muitas vezes, a mercadoria é danificada.
Por isso, acredito que as coisas acontecem quando tem que acontecer.
Tudo tem seu tempo certo, a sua hora.
O maior desafio é esperar por esse momento e estar preparado para ele.
Afinal, é impossível mudar uma peça (mesmo que seja a lata de cima) sem causar efeito nas demais.
O “não complicar” envolve autoconhecimento, amadurecimento e uma grande dose de força de vontade.
Às vezes assusta, confunde, faz sofrer. Mas tudo isso já é sinal de que algo está acontecendo.
Acho que estou no caminho certo, apesar de ainda serem passos iniciais de uma estrada longa e desconhecida.
Mas uma coisa é fato: não tem volta!

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

Mulher

Muitos já tentaram entender o universo feminino.
Diversas teorias já foram criadas.
Mas todas, claro, sem sucesso.

Porque para conhecer realmente uma mulher é preciso deixar a lógica de lado e mergulhar num universo de emoções.

Ser mulher é desafiar preconceitos e paradigmas.
E, ao mesmo tempo, trazer um pouco de charme e elegância a cada dia.

Por muito tempo, foi considerado o sexo frágil.
Quanto engano!

Só quem é extremamente forte consegue passar anos sem poder expressar vontades ou ter opinião, numa submissão imposta.
E, mesmo assim, não abrir mão de sonhar e de lutar pela realização de seus sonhos.

A força da mulher é diferente.
Ela não vem de braços e pernas musculosos.
Ela vem do coração!
Um coração intuitivo, sábio e confiante. Pronto para superações constantes.

Nunca duvide do sexto sentido feminino.
Ele é capaz de surpreender... sempre!

Mulheres podem fugir de baratas, mas tiveram a coragem de ir em busca de seus direitos!
Encararam a sociedade, mostraram seu valor e conquistaram a liberdade.
Liberdade de ser, de falar, de vestir...
De viver, de ousar e de sentir...

As mulheres não têm medo de se entregar a lágrimas, a paixões avassaladoras ou sobremesas deliciosas.
Mesmo que depois se arrependam de todas elas.

Não é à toa que foi à mulher que Deus confiou o dom de carregar a vida.
Quem mais conseguiria unir a doçura de uma flor com a ferocidade de uma leoa para proteger e cuidar de um bem tão precioso?

E se você ainda tem dúvidas sobre a força de uma mulher, experimente um dia de tpm.
Enfrente um tufão de hormônios a cada mês e descubra quão guerreiras são as mulheres.

Guerreiras!
Que conquistaram o mundo!
Hoje, competem de igual para igual, ocupam cargos importantes e sustentam famílias.
Acumulam funções e responsabilidades.
E, mesmo assim, mantêm a graça e a beleza de ser mulher.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ventania...

Você pensa que tem tudo decidido e resolvido.
Está envolvido numa aparente tranquilidade.
Quase não percebe que o vento começa a soprar ao longe.
A princípio é brando. Apenas toca de leve o rosto e afaga os cabelos.
Mas sua intensidade vai se revelando.
A poeira levanta e os papéis começam a voar.
Você tenta ignorar o que está acontecendo e manter tudo como estava.
Como o vento se atreve a interferir no que está organizado?
Será que fechar a cortina resolve?
Com uma espécie de risada sarcástica, ele responde à pergunta e à tentativa de afastá-lo.
Sopra forte! Bem mais forte!
Chega a atrapalhar o equilíbrio. Os cabelos embaraçam.
Manter a ordem se torna cada vez mais difícil.
Controla aqui, piora ali. Corre para cá, bagunça lá.
Você usa as últimas forças para tentar fechar a janela.
Em vão. É tarde.
Não dá mais para segurar.
Não dá mais para se segurar.
O vento ultrapassa janelas e derruba paredes.
Invade. Agita. Tumultua.
Num piscar de olhos, você está no meio de um turbilhão.
Um turbilhão que embaralha pensamentos e emoções.
A única saída é parar de resistir.
É preciso sentir.
Se entregar e aproveitar a energia da mudança.
No clima de desconcerto, buscar novos acertos.
Afinal, a ventania não dura para sempre.
Logo o vento volta a ser apenas brisa.
Mas uma coisa é certa: nada fica no lugar.
Nada mais é o mesmo.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Não era a hora

Dizem que tudo na vida é aprendizado.
E eu acredito que quando a vida nos dá uns sustos, é hora de prestar mais atenção nela.

Nesse fim de semana, passei por um momento tenso. Bem tenso!
Do tipo “só não morri porque não era a minha hora”.
Eu não sou de me apavorar, mas confesso que dessa vez pensei no pior.
E nesse momento, me dei conta do quão fina, leve e frágil é a linha que separa a vida da morte.
Foram segundos, que pareceram uma eternidade.

Passado o susto, foi inevitável não perguntar:
E se fosse realmente a minha hora?
E se eu passasse para o lado de lá da linha?

E as respostas que encontrei me deixaram tão assustada quanto o fato em si.
Quantos sonhos eu deixaria por realizar!
Quanta coisa não dita e não feita!
E por que?
Medo, vergonha, orgulho...
Posso achar vários motivos (ou melhor, desculpas). Mas qual a real importância deles?

Perdemos tanto tempo nos preocupando com coisas tão pequenas!
Deixamos passar tantas oportunidades.
Achamos que temos controle de tudo, sem entender que o amanhã ou o depois pode realmente não chegar.

Sabe aquele clichê de mensagens motivacionais: viver cada momento como se fosse o último?
Esse foi o aprendizado da vez.
O que tem tudo a ver com o que escrevi no último post.
Descomplicar. Viver intensa e verdadeiramente.
Parece que a vida quer realmente que eu entenda isso... nem que seja na marra!

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Eu estava escrevendo um outro texto para abrir as postagens de 2011, mas depois dessa rolou uma mudança de planos. Precisava desabafar...rsrs

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Em 2010, eu...

Final de dezembro de mais um ano.
Por mais clichê que seja, não tem como não chegar a essa época sem fazer uma reflexão e um balanço de como foi o ano que está acabando.
O resultado normalmente é o mesmo: momentos bons, momentos ruins, promessas de ano novo não cumpridas, a esperança de que o próximo será diferente etc.
Mesmo assim, é interessante parar para pensar. Então, aí vai um pouco do que foi este ano para mim.


Em 2010, eu...

Pensei em ir vender água de coco numa praia do nordeste.

Quis fugir, quis sumir, quis me esconder. E descobri que isso apenas adiaria o inevitável.

Entendi que toda mudança é importante. As inesperadas, para nos tirar da zona de conforto e nos fazer evoluir (mesmo que obrigado). As programadas, para comprovar que somos capazes de evoluir. Mas que nem sempre são as únicas mocinhas ou vilãs da história.

Viajei em pensamentos, sentimentos, ilusões.

Conheci lugares novos, reencontrei outros. E tive a certeza de que, entre encontros e desencontros, a natureza está sempre lá, linda, fascinante, mostrando que há um sentido maior para tudo.

Percebi que o medo existe... E que, ao invés de se entregar ou tentar ignorá-lo, é preciso encará-lo, deixando claro que somos maiores do que ele e assumindo de vez a direção da própria vida.

Diminuí a prática de exercícios físicos. Mas pratiquei muita paciência, muita persistência e muito pensamento positivo!

Aprendi que não dá para ter o controle de tudo. A vida tem seu ritmo, seu tempo, seus mistérios e desafios. E ser pego de surpresa pode ser mais interessante do que conhecer cada detalhe.

Vi que o que pensamos ter construído durante uma vida inteira pode desaparecer em segundos. Fortaleza que se entrega a brisas leves. Inconsciente. E nos joga verdades na cara.

Trabalhei. Trabalhei. E trabalhei. Para pagar as contas, para pagar os pecados e apagar o vazio.

Me dei conta de que ninguém merece mais minha atenção e meu cuidado do que eu mesma. Algo que pode parecer egoísta no início, mas que fortalece diante de decepções.

Comprovei que gestos simples e sinceros conquistam mais do que grandes declarações.

Mostrei para mim mesma que uma bela crise de choro é importante para lavar a alma, o coração e as ideias. Mas precisa ser rápida. Sorrir continua sendo o melhor remédio.

Assim, eu ri. Sorri. Voltei a rir. E muito! Entendi que “a felicidade só é real quando é compartilhada”, não pensei duas vezes para colocá-la em prática e agradeci cada oportunidade.

Foram tantas coisas simples e, ao mesmo tempo, muito complexas.
Assim como a própria vida, que pode ser tão leve, mas a gente faz questão de complicar.

Por isso, meu desejo para 2011 é: descomplicar!
Conseguir viver cada momento intensa e verdadeiramente.


Um Natal iluminado e um Ano Novo de grandes conquistas para todos!
=D